Pancreatite Aguda: 6 Causas, Sintomas e Tratamento Cirúrgico

Pancreatite Aguda: 6 Causas, Sintomas e Tratamento Cirúrgico | Dr. Carlos Humberto

O que é a Pancreatite Aguda

A Pancreatite Aguda é uma inflamação súbita e potencialmente grave do pâncreas, órgão responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios como a insulina. Quando essas enzimas são ativadas dentro do próprio pâncreas, ocorre a autodigestão do tecido glandular, causando dor intensa e podendo evoluir para complicações sistêmicas graves.

Pancreatite Aguda diagnóstico e tratamento

Como cirurgião do aparelho digestivo em Uberlândia, acompanho diariamente casos de Pancreatite Aguda em diferentes níveis de gravidade. O reconhecimento precoce dos sintomas e o encaminhamento rápido para um serviço especializado são determinantes para o prognóstico do paciente. Estima-se que cerca de 20% dos casos evoluam para a forma grave, com necessidade de internação prolongada e suporte intensivo em unidade hospitalar.

6 Principais Causas da Pancreatite Aguda

A Pancreatite Aguda possui múltiplas causas, sendo as duas mais frequentes os cálculos biliares e o consumo excessivo de álcool. Juntas, essas duas etiologias respondem por mais de 80% dos casos atendidos em serviços de urgência hospitalar no Brasil. Conheça as principais causas:

  • Cálculos na vesícula biliar, responsáveis pela pancreatite biliar
  • Consumo abusivo e crônico de bebidas alcoólicas
  • Níveis elevados de triglicerídeos no sangue (hipertrigliceridemia)
  • Pós-procedimento de colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE)
  • Uso de medicamentos como azatioprina, corticoides e diuréticos tiazídicos
  • Traumas abdominais, infecções virais e alterações genéticas ou autoimunes

Sintomas Característicos

O sintoma mais marcante da Pancreatite Aguda é a dor abdominal intensa, localizada na região superior do abdome, frequentemente irradiada para as costas em faixa. Essa dor costuma ser contínua, piora após refeições gordurosas e pode estar associada a náuseas, vômitos persistentes, febre, distensão abdominal, taquicardia e mal-estar generalizado.

Em casos graves, o paciente pode apresentar sinais de choque, icterícia, dificuldade respiratória e alterações neurológicas como confusão mental. A presença desses sinais indica necessidade imediata de avaliação cirúrgica especializada e internação em ambiente hospitalar com suporte intensivo para evitar desfechos desfavoráveis.

Como é Feito o Diagnóstico

O diagnóstico da Pancreatite Aguda é estabelecido pela combinação de quadro clínico, exames laboratoriais e exames de imagem. A elevação das enzimas pancreáticas (amilase e lipase) acima de três vezes o valor de referência é um dos critérios principais conforme os critérios da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Aparelho Digestivo.

Exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética avaliam a extensão da inflamação e identificam complicações como necrose, coleções líquidas e abscessos. A ultrassonografia abdominal é essencial para investigar a presença de cálculos biliares, principal causa tratável da doença. Em casos selecionados, a colangiorressonância e a ecoendoscopia complementam a investigação etiológica.

Tratamento Cirúrgico e Clínico

O tratamento da Pancreatite Aguda depende da gravidade do quadro clínico apresentado. Nos casos leves, predomina o suporte clínico com hidratação venosa vigorosa, jejum inicial, controle adequado da dor e monitorização contínua. Já nos casos graves, é necessária internação em unidade de terapia intensiva com suporte multidisciplinar especializado.

Quando a causa é biliar, a colecistectomia videolaparoscópica está indicada na mesma internação, após a resolução do quadro inflamatório, para evitar recorrências futuras. Nas formas necrotizantes infectadas, a abordagem cirúrgica minimamente invasiva, como a necrosectomia endoscópica ou laparoscópica, oferece resultados superiores aos da cirurgia aberta tradicional.

Prevenção e Acompanhamento

A prevenção da Pancreatite Aguda envolve o controle de seus principais fatores de risco modificáveis. Pacientes com cálculos biliares devem realizar a colecistectomia eletiva para evitar episódios futuros graves. O consumo de álcool deve ser interrompido, e os níveis de triglicerídeos precisam ser mantidos dentro da normalidade com dieta balanceada e medicação quando indicada.

O acompanhamento com cirurgião do aparelho digestivo é fundamental após o primeiro episódio, pois o risco de recorrência é elevado quando a causa não é adequadamente tratada. Agende uma consulta com o Dr. Carlos Humberto em Uberlândia para avaliação especializada e tratamento individualizado da Pancreatite Aguda.

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